Zoológico de São Paulo recebe duas raposinhas-do-campo

Desde 2012, o Zoológico de São Paulo é parceiro do Programa de Conservação Mamíferos do Cerrado (PCMC) por meio de seu Núcleo de Atividades In Situ (NAIS) ligado ao Departamento de Pesquisas Aplicadas, e há anos estuda diferentes aspectos da população de raposinhas na natureza, em Cumari, Goiás, monitorando os indivíduos que receberam colar radiotransmissor para a compreensão da área de vida e ecologia, além do desenvolvimento de ações educativas junto à população local. Estas valiosas informações aliadas às obtidas com os animais cativos permitirão atuar de forma integrada, traçando parâmetros em diversas linhas de pesquisa, visando um aporte maior de informações científicas que irão contribuir para um melhor entendimento da biologia e comportamento da espécie.

Assim o Zoológico de São Paulo, desde 28 de outubro, apresenta aos seus visitantes duas raposinhas-do-campo, esta emblemática espécie, para que seja cada vez mais conhecida e valorizada pela sociedade, afinal, as pessoas só protegem o que conhecem!

Poucas pessoas já ouviram falar deste canídeo exclusivamente brasileiro que vive em áreas de Cerrado e que vem resistindo aos impactos negativos gerados em seu habitat decorrentes de interferências humanas.Dentre o grupo dos canídeos do mundo (família dos lobos, chacais, coiotes, cães e raposas), a raposinha-do-campo figura entre as espécies menos estudadas pela Ciência.

Saiba mais sobre as raposinhas

Não há parentesco entre as duas raposinhas, porém, ambas compartilham da mesma realidade de terem sido vítimas de desequilíbrios ambientais decorrentes de ações humanas. Uma das raposinhas foi entregue ao CEMPAS – Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens, da UNESP de Botucatu, em novembro de 2018, por uma família do município de Americana/SP, que acreditava estar criando um cão doméstico. A outra fêmea foi encontrada ainda filhote e sozinha, em uma empresa localizada na cidade de Avaré/SP e também foi encaminhada ao CEMPAS em outubro de 2018 pelo corpo de bombeiros.

Pesando pouco mais de 4 kg e aproximadamente 60 cm de comprimento cada, as duas jovens fêmeas chegaram ao Zoológico de São Paulo em 18 de julho de 2019 e permaneceram por meses em observação para avaliação clínica e comportamental.

Recentemente, foram “batizadas” pelos técnicos do Setor de Mamíferos recebendo os nomes de “Simone e Simaria”, uma homenagem à dupla sertaneja feminina que também possui uma forte ligação com a região Central do país, Goiás, em virtude do estilo musical, sendo também uma das moradas das raposinhas.

Visite o Zoológico de São Paulo e conheça as raposinhas-do-campo!

Fonte:www.zoologico.com.br

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